Utopía segundo a CET

Ontem estava dando uma olhada no site da CET para ver como o trânsito estava e por um acaso resolvi olhar o banner que dizia explicar como funciona a ZMRF. Pois bem, encontrei este texto que resolvi apresentar a vocês com os devidos comentários. Veja abaixo:

Introdução

A cidade de São Paulo é o principal pólo econômico do país e, portanto, atrai viagens de todos os lugares e de vários modos. Dessa maneira para amenizar o impacto da imensa demanda que a cidade atrai, torna-se cada vez mais imprescindível desenvolver políticas para regulamentar o trânsito e o transporte.

Como já aconteceu com os caminhões, agora outro importante meio de transporte terá sua circulação, embarque e desembarque e parada regulamentados, conectando-se ao transporte de alta e média capacidade da cidade, assim como acontece hoje nas principais cidades do mundo. (Ponto importante a ressaltar: as cidades as quais se referem são cidades onde o transporte público é levado a sério e possui uma qualidade tão ou mais elevada do que os próprios fretados.)

O Fretado é uma modalidade de transporte coletivo. Suas características são semelhantes ao transporte público, mas com um diferencial de conforto e escolha de itinerários semelhantes ao transporte individual. Por possuir estas características, como outra modalidade de transporte precisa ser regulamentada, uma vez que atualmente possui relevante papel nos deslocamentos na região metropolitana de São Paulo e no município, sendo responsável por vários tipos de viagens. (Vejamos: Se é tão relevante assim como é mencionado, porque restringir o acesso? No lugar de fretados no período da manhã e a tarde, temos ônibus urbanos circulando o dia inteiro. Do ponto de vista ambiental isso é uma completa incoerência! Porém do ponto de vista financeiro isso é um ótimo negócio. Milhares de pessoas disputando um espaço dentro de ônibus e metrôs ao custo de 2,55 a passagem rendem um bom dinheiro!)

A criação da ZMRF (Zona de Máxima Restrição de Fretamento) tem o objetivo de ordenar o trânsito dos veículos que fazem o serviço de fretamento, restringindo a sua circulação em áreas críticas da cidade.  (Opa! A restrição estabeleceu um perímetro de 70 km ao redor do centro expandido da cidade, e não apenas pontos isolados.  Somente após muita revolta dos moradores e de uma pressão popular houveram algumas mudanças)

A integração com o transporte público de alta e média capacidades melhora a qualidade das condições ambientais na cidade, propicia o aumento da fluidez do trânsito, e aumenta a velocidade do transporte coletivo. (Primeiro o transporte público seja ele de alta ou média capacidades, já estão saturados. Em relação a fluidez do trânsito, ainda existem pontos críticos, justamente pelo excesso de passageiros. No ponto de ônibus de qualquer lugar próximo a um bolsão é possível notar uma demora no embarque e desembarque. Essa utopia só será alcançada se houver um ampliação das linhas de metrô que, ao meu ver, são a única solução para o transporte público de São Paulo.)

O que diz a nova regulamentação
A nova regra tem basicamente os seguintes objetivos:

• Regulamentar a atividade para a melhoria na prestação de serviços ao usuário e possibilidade de fiscalização dos veículos irregulares e clandestinos (Isso já deveria estar sendo feito a muito tempo. É apenas mais uma desculpa para a própria imcompetência. A prefeitura exatamente onde os fretados legalizados circulam, pois as empresas de fretamento precisam apresentar os itinerários na secretaria de transporte para poder circular. Existe até uma listagem com todos os dados dos passageiros do ônibus que utilizam o mesmo caso sejamos parados para uma fiscalização.)

• Integração com o sistema público de transportes de média e alta capacidade (Que estrutura existe ou foi criada para tal integração? Sonho meu…)

• Melhoria na fluidez do trânsito para beneficiar o transporte público (Esta última é a maior mentira de todas! Se isso fosse verdade o fretado não seria deslocado para a sarjeta do centro expandido e sim seriamente regulamentado a fim de realmente se integrar com o sistema da cidade.)

Quanto mais fico sabendo sobre esse tema, acredito cada vez mais na teoria de que isso não passa de uma forma de concentrar renda. A política anda tendo um conotação tão pejorativa que para ofender alguém é só chamar de político. Garanto que que receber este adjetivo não vai querer olhar mais na sua cara.

Junte-se ao nosso protesto!

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