Pais e filhos… Quem cuida de quem?

Em quem se espelhar?

A história apresenta em vários momentos, ciclos de extremo autoritarismo e depois de total liberdade, e creio que estamos vivendo hoje o segundo momento.

E o que isso tem haver com o relacionamento entre Pais e Filhos?

Resolvi escrever sobre esse tema, pois no momento atual, a falta de responsabilidade está cada vez mais presente por parte dos pais, que esta imagem distorcida se reflete diretamente no comportamento dos filhos.

Fiquei chocado, com o caso das crianças chinesas abandonadas em casa pela mãe e posteriormente pelo pai. O resultado desse acontecimento foi o suicídio delas, porque nesse período de abandono sofriam abusos de alguns moradores da região. Essa é apenas uma das várias histórias trágicas dessa sociedade corrompida.

Claro que, nesse caso, o ambiente social hostil do país acaba levando pessoas ditas conscientes e inteligentes a fazer tal barbárie. Porem se não formos tão extremistas em relação ao abandono, e levarmos em conta o excesso de liberdade e falta de atenção que atualmente nossas crianças estão vivenciando, teremos um resultado também entristecedor.

A correria do dia-a-dia leva os pais atuais a dar mais autonomia a seus filhos com a suposta intenção de prepará-los para este novo mundo globalizado. Principalmente se estivermos falando em grandes cidades, o cenário acaba sendo um pouco mais intensificado. A pergunta é: Será que esses filhos realmente sabem se virar sozinhos?

Esse modelo de pai moderno é tão preocupado com o sucesso profissional e estabilidade financeira que acaba se privando do convívio familiar. Muitos vão dizer o que importa não é a quantidade de tempo e sim a qualidade, porém isso não se aplica se de 24 horas do dia, você ter 15 minutos para apenas perguntar a ele: “Como é que foi na escola?”

Outro ponto forte é a tendência de terceirizar a educação desse filho moderno nas escolas, delegando toda a responsabilidade de ensinar aos professores. Veja, o conceito de “educação” no meu ponto de vista, é ensinar, transmitir conhecimento e buscar trazer a tona conceito de civilidade e convívio social. Porém valores morais, respeito e integridade são totalmente de responsabilidade dos pais.

Nesse momento é que realmente vejo que Pai realmente utiliza o pouco tempo que tem, para se dedicar a um Filho.

Minha família possui muitos educadores, e o que mais escuto são relatos de alunos mandando o professor “pastar” e lançando a frase: “Meu pai paga a escola e por consequência você é meu empregado então fica quietinho vai!”. Essa atitude é desta forma por quê?

Esses novos filhos não se responsabilizam por seus atos. E os pais muitas vezes “tomam suas dores” tirando a autoridade dos professores em sala de aula. Há trinta anos esse mesmo aluno teria levado uma advertência e os pais aplicariam a punição adequada para o problema.

Valores como respeito, dignidade e principalmente responsabilidade, ficam em segundo plano. Essas características sociais só podem ser transmitidas através do convívio familiar e atenção aos passos que seu filho trilha com o passar do tempo. Se tudo isso for negligenciado, não receberão a carga emocional necessária para que estejam preparados para vida adulta.

Um pouco de autoridade é necessária sim, para entender que o mundo vai dar muitos “nãos” para ele.

Como dito anteriormente, a cobrança imposta pela sociedade é o sucesso social. Uma pessoa feliz e bem sucedida é aquela que possui a imagem perfeita, dinheiro no bolso e independente.

Uma pessoa com tais características representa uma pequena e ínfima parcela da sociedade. Em contrapartida os pais dessa geração acreditam nessa realidade e acabam por esquecer-se de transmitir o que receberam de seus pais alegando que os tempos mudaram.

Juntando a fraca base emocional e o que é esperado dessa nova sociedade temos um indivíduo irreal, frustrado e solitário.

É isso mesmo que você quer para seu filho?

Diga não quando estiver errado, incentive quando estiver correto, valorize realmente o tempo disponível e faça com que ele seja uma parcela maior do que julgue necessário. Mostre que se importa com ele, que ele não está sozinho, mas de modo algum, passe a mão em sua cabeça ocultando seus erros. Repense o que te levou a ser o ser humano que é hoje e veja como seu filho pode ser melhor. Valorize essa benção que recebeu, pois existem famílias que realmente são preparadas para dar esse suporte a um filho e nem sequer podem tê-los.

Seja honestamente responsável, que por efeito cascata seu filho tem grande chance de ser também.

Essa reação em cadeia evita vários problemas sociais que podem enfraquecer e muito a sociedade futura que vem crescendo sem valores morais, sem tradições e com a conduta distorcida.

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